EM CENA
Gregório tinha 14 anos quando, pela primeira vez, colocou os pés no palco. A peça era sobre a Revolução Acreana. Ele conta que a cena era mínima, mas executada com tanta dedicação que chamou a atenção do embaixador Pascoal Carlos Magno, em visita ao Acre. Depois da apresentação, ele perguntou se Gregório gostava de teatro e disse, em seguida: “Então leia, leia muito”.
Depois, o diretor e produtor Orlando Miranda foi ao Acre para incentivar a produção teatral na capital, e Gregório começou a se envolver com os palcos.
Em 1964, a família se muda para o Rio, e o teatro vai ganhando contornos mais vivos na vida de Gregório. Ainda que continuasse seu curso de contabilidade, ele busca saídas, e o Museu de Arte Moderna (MAM), como ele dizia, foi a sua salvação. Sem dinheiro, foi fazer as oficinas gratuitas de poesia e teatro. Lá havia um cursinho de preparação para o vestibular de Artes Cênicas, na antiga Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado do Rio de Janeiro (Fefierj), hoje Centro de Artes da Unirio. Gregório se forma em teatro em 1975.
“A escola de teatro me fez muito bem”, diz ele em entrevista a Tania Machado. Durante o curso, um grupo de alunos cria o Grupo Ensaio de Teatro. Com esse grupo, montam diversos espetáculos de teatro infantil e adulto. Daí em diante, Gregório produz, dirige e atua em diversas produções, com textos de Marcílio Moraes.
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O ator cara de bolacha versus Mimi Flaflu
Vai ao Acre em 1976 com seu grupo e apresenta o texto Aquele que diz sim, aquele que diz não, de Bertolt Brecht, e um show musical intitulado Em torno da palavra homem. Encena também a peça ZYH19 apresenta mensagens e melodias, proibida pela Polícia Federal.
Bem mais tarde, Gregório produziu e dirigiu, já no Rio de Janeiro, alguns espetáculos:
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Ato cultural, com Edwin Luigi, Ângela Vieira, Andreia Dantas e Chico Tenreiro, na primeira montagem, apresentada no BNDES e no Teatro Cândido Mendes, e, na segunda montagem, no SESC Tijuca;
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Ária de serviço, texto de Victor Giudice, com Bete Mendes, direção de Marco Antonio Braz e produção de Gregório, no CCBB;
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Ler e contar, do Grupo Morandubetá, com direção e produção de Gregório, no CCBB.
Diz Arminda Freire, sua companheira da Escola de Teatro, em depoimento, que Gregório já demonstrava, na época, um diferencial. Era um “ator” diferente. “Não, acho que já era um contador de histórias”.
Coordenou a área de Teatro Amador do Instituto Nacional de Artes Cênicas de 1982 a 1986.

Poster da produção O ator cara de bolacha versus Mimi Flaflu, dirigida por Gregório

Folder da peça Ato cultural, produzida por Gregório

Tijolinho do Jornal do Brasil anunciando peça O ator cara de bolacha versus Mimi Flaflu


Conjunto de imagens de Gregório em ensaios e bastidores.
Década 1970.

Gregório, Marina Silva e Chico Mendes (ao centro) em oficina de teatro coordenada por Gregório, 1987

Chegada do grupo de teatro a Rio Branco para a realização de espetáculo. Na foto: Gregório, Nuno Leal Maia, Chico Tenreiro, Luis Miguel e Ingra Liberato


Fotos do Grupo Morandubetá de Contadores de Histórias, dirigido por Gregório. Na foto: Celso Sisto, Gregório Filho, Lucia Fidalgo, Benita Prieto e Eliana Yunes

Fotos de atividade no Inacen (Instituto Nacional de Artes Cênicas), onde Gregório foi coordenador de Teatro Amador.

Foto da peça Anáguas de Morim, com texto de Claudia Gomes, em que Gregório foi diretor de cena.