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ABRINDO PORTAS

▸ Casa da Leitura (FBN)

Em agosto de 1993, o Proler inaugurou sua sede, a Casa da Leitura, na Rua Pereira da Silva, no Rio de Janeiro, e Gregório foi seu coordenador. O incentivo à narrativa oral era uma pauta importante para a questão da leitura e, então, criou-se um projeto para formar contadores de histórias. Nesse período de efervescência da Casa, muitas oficinas foram ministradas por Gregório, o que estimulou a criação de muitos grupos, como o Morandubetá, Agregando, Confabulando, entre outros. A ideia se espalhou pelo Brasil e o Proler saiu pelo país, formando novos contadores e incentivando essa prática. Do teatro à contação (nome que ele cunhou) de histórias, Gregório definiu seu caminho.

Em depoimento no livro Entre rios, Gregório afirmou: “Viajávamos muito, por todo o Brasil, e eu ficava observando e ouvia os contadores populares; aquilo me remetia à minha infância, aos meus avós. Tive clareza de que este é o meu caminho. Fui então me desligando do teatro e fiquei concentrado na narrativa, na contação de histórias”.

▸ Cátedra Unesco de Leitura (PUC-Rio)

Ministrou oficinas de formação voltadas à escolha e à pesquisa de repertórios, às relações entre texto oral e escrito e à exploração do corpo e da voz como recursos narrativos. A formação incluía ainda a preparação para a apresentação pública de histórias, articulando leitura, canto e narração. Sua atuação na Cátedra integrava um percurso mais amplo de valorização das narrativas orais e de formação de mediadores de leitura.

▸ Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP-Iphan)

Um apaixonado pela cultura popular, Gregório apoiou a Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec) desde sua criação. Realizou no Museu e na Biblioteca Amadeu Amaral muitas oficinas dedicadas à contação de histórias, privilegiando sempre os contos populares, dos quais era um fã incondicional.

▸ Estação das Letras

Oficinas sobre leitura e formação de contadores de histórias no Instituto Estação das Letras (IEL), localizado no Flamengo, Rio de Janeiro. As oficinas ocorriam duas vezes ao ano (uma por semestre). Instagram: @institutoestacaodasletras.

▸ Paço Imperial

Gregório foi por um longo tempo Assessor do Setor Educativo do Paço Imperial (1997-2004; 2006-2010). Lá idealizou ações para formar contadores de histórias. As oficinas fizeram sucesso e eram realizadas várias vezes ao ano. Nelas se discutiam as práticas leitoras, a formação de repertórios e as artes nesse contexto.

- Programa de Ações de Práticas Leitoras e Contação de Histórias

▸ Secretaria do Livro e da Leitura - Nova Friburgo (RJ)

Em Nova Friburgo, mesmo durante sua breve passagem pela Secretaria, Gregório desenvolveu um amplo trabalho de formação de contadores de histórias. Realizou inúmeras oficinas, tanto na própria secretaria quanto em outros espaços, como escolas, livrarias e centros culturais locais.

Incluir alguma foto.
Ilustrar/pegar o convite (e-mail).

▸ Sala Baden Powell

Em 2017, o amigo acreano, compositor e cantor João Donato assumiu a residência artística da Sala Baden Powell. Em 2018, João convidou Gregório para ocupar o espaço algumas vezes por mês, desenvolvendo atividades ligadas à leitura, à literatura e à contação de histórias. Com a curadoria de Gregório, nasceram então os saraus na Sala Baden Powell. Naquele ano, o espaço viveu intensamente a narrativa oral: muita leitura e contação de histórias, sempre com a presença de novos e antigos contadores, com seus diferentes repertórios e modos de narrar.

▸ É nós e Veinhos Narradores

O É Nós foi um grupo de contadores de histórias proposto por Francisco Gregório, em dezembro de 2017, aos amigos Regina Porto, José Matos e Cecília Gölpert. Realizava sessões de contação de histórias, com repertórios próprios de cada integrante, e permaneceu ativo até 2021, promovendo espetáculos e lives durante a pandemia.
 
A partir de 2021, com a saída de Cecília Gölpert, Regina Porto, José Matos e Francisco Gregório deram continuidade ao trabalho no grupo Veinhos Narradores. Além de realizar lives e apresentações ao vivo, o trio lançou, no fim de 2022, o livro Os veinhos narradores, pela Editora Fatum. Em 2023, a obra recebeu o Selo 10 - Edição 2022 da Cátedra UNESCO de Leitura PUC-Rio e foi destaque na Seleção Hors Concours da premiação.
  • Youtube

Algumas contações estão disponível no canal Caldeirões de Histórias e no próprio canal do Gregório

▸ Esparsas

Gregório foi convidado por diversas instituições e espaços para compartilhar seu trabalho e sua experiência como contador de histórias. Participou de atividades promovidas por unidades do Sesc, secretarias de Educação, universidades, centros educacionais, institutos, associações, coletivos, livrarias, cafés e, mais recentemente, canais no YouTube, entre tantos outros espaços.

▸ Lives

Tudo começou em meados de 2020, quando ninguém mais saía de casa e todas as atividades, projetos e viagens foram suspensas. Como conversar com as pessoas, como contar histórias por aí? Um desafio posto, já que lidar com a internet e com as redes sociais era muito complicado para Gregório. Primeiro vieram as lives matinais no Instagram e no Facebook, umas cantorias escolhidas a dedo, leitura ainda tímida de trechos de livros que ele devorava e também de seus próprios livros. Acordava cedinho e escolhia, toda manhã, o que ler, o que cantar ou contar. Já mais corajoso com a internet, começou a programar encontros online com amigos escritores, trabalhadores da cultura, professores e outros escritores. Era sempre uma conversa afiada, na qual a leitura, a escrita e o contar histórias eram protagonistas. Todas elas estão disponíveis no seu canal do YouTube.

▸ Instagram

Durante a pandemia, Gregório buscou saídas para continuar seu trabalho. O primeiro caminho foi o de incrementar suas páginas no Instagram e no Facebook. Gravava em casa, em meio às plantas da sua sala, o que chamou de contações e cantorias. E não parou mais: mesmo quando viajava, fosse onde fosse, dava um jeito de fazer sua leitura matinal e postar no Instagram.
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