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Currículo completo

Francisco Gregório Filho é natural de Rio Branco, Acre. Nasceu em 30 de março de 1949, em uma casa de madeira no bairro da Capoeira. É o primeiro dos sete filhos de Francisco Gregório Filho e Heliete Daniel da Silva. Pelo lado paterno, é neto de Idalino Gregório, soldado da borracha, e de Maria, da etnia Kaxinawá, oriunda das margens do rio Jordão. Seus avós maternos eram Maria e Pedro Daniel, comerciante ribeirinho.

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Estudou na Escola Infantil Menino Jesus, na Escola Primeiro de Maio, no Colégio Acreano e na Escola Técnica de Contabilidade do Acre. Formou-se em Artes Cênicas pela Unirio, em 1975.

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Atuou na área cultural desde cedo, desenvolvendo atividades nos campos das artes cênicas, do rádio, da educação popular, da formação de leitores e da contação de histórias. Exerceu também funções de gestor de políticas públicas, especialmente no Acre, onde foi secretário de Cultura em duas ocasiões (1987-1990 e 2004-2006).

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Sua trajetória profissional é marcada essencialmente pela atuação no campo da cultura, em um trabalho contínuo em prol das políticas públicas culturais, da formação de leitores e da criação de espaços de cidadania.

Cargos públicos

1976-1979

1978-1979

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1979

 

1980-1981


1982-1986

 

1987-1990
 

1991-1992


1992-1996​


1997-2004

2004-2006

2006

2006-2007

2007-2010

2010

2011-2013

Diretor do Departamento de Cultura do Acre 

Diretor de Rádio Difusora Acre 


Gerente do Bem-Estar Social do Serviço Social do Comércio (SESC) do Acre

 

Coordenador de Área Artística da Secretaria de Assuntos Culturais (MEC)

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Coordenador Teatro Amador do Instituto Nacional de Artes Cênicas (MEC)

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Presidente da Fundação Cultural do Estado do Acre
 

Coordenador da áreas artística do Ibac-SEC


Coordenador do Programa Nacional de Incentivo a Leitura/Biblioteca Nacional

Assessor do Setor Educativo do Paço Imperial/Iphan

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Presidente da Fundação Cultural do Estado do Acre

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Medalha da Ordem do Mérito do Livro conferida pela Biblioteca Nacional 

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Responsável pela Biblioteca Paulo Santos do Paço Imperial/Iphan

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Assessor do Setor Educativo do Paço Imperial/Iphan​

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Secretário da Secretaria de Promoção da Leitura de Nova Friburgo, Rio de Janeiro

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Assessor do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas da Fundação Biblioteca Nacional

Iniciativas e projetos

De 1976 a 1979, é nomeado diretor de Assuntos Culturais da Secretaria Estadual de Educação e, em 1978, acumula a direção-geral da Rádio Difusora. Nessa época, apresenta o programa Perfil Contemporâneo, o programa Movimento Experiência, na Rádio Andirá, e participa da criação do cineclube Aquiry, sendo seu primeiro diretor de programação.

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De 1979 a 1981, de volta ao Rio de Janeiro, Gregório passa a integrar a equipe da Coordenadoria de Assuntos Artísticos do Ministério da Educação e Cultura. Da Coordenadoria vai para o Instituto Nacional de Artes Cênicas (INACEN), onde assume a coordenação de Teatro Amador até 1987. Nessa condição e como técnico do Projeto Interação entre Educação Básica e Diferentes Contextos Culturais do País, volta ao Acre para firmar, com Chico Mendes e Mary Allegretti, o primeiro Projeto Seringueiro, que funcionava nas escolas dos seringais, por meio do Centro dos Trabalhadores da Amazônia (CTA). É então indicado pelo movimento artístico acreano para assumir a Fundação de Cultura, do Desporto e Recursos Humanos, cargo em que permanece até 1990.

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São dessa época:

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  • A restauração da Tentamen e do Cine Teatro Recreio;

  • A inauguração do Teatro Plácido de Castro; e

  • A criação da Casa do Seringueiro.

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Na década de 1990, de volta ao Rio de Janeiro, passa a se dedicar às questões da leitura, tendo sido um dos organizadores do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), implantado em 1992 na Fundação Biblioteca Nacional (1992-1996), a convite do então presidente da instituição, Affonso Romano de Sant’Anna, e de Eliana Yunes, diretora de Política Nacional de Leitura.

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Em 1995, recebeu a Declaração de Reconhecimento de Notório Saber do Departamento de Letras da PUC-RJ, no campo dos estudos sobre narrativa oral, com ênfase na prática de formação de leitores e contadores de histórias.

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Foi professor dos cursos de pós-graduação lato sensu em Especialização em Leitura: Teoria e Prática, do Departamento de Letras da PUC-RJ, em 1997 e 1998, e da UniverCidade, em 2000.

 

A partir de 1996, desenvolve, no Setor Educativo do Centro Cultural Paço Imperial, no Rio de Janeiro, oficinas de formação e práticas leitoras com educadores sociais, estudantes e profissionais de diversas áreas.

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Em 2004, retorna ao Acre para exercer o cargo de presidente da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour, onde permanece até 2005. Nesse período, viabiliza a criação do Conselho Estadual de Cultura (ConCultura), realiza a 1ª Conferência Estadual de Cultura, insere artistas acreanos no Projeto Pixinguinha, amplia a verba destinada à cultura no estado, cria a Rede de Casas da Leitura, inicia a criação da sede da FEM e cria e apresenta os programas Se Esta Rua Fosse Minha, na Rádio Difusora, e Almanaque Aldeia, na Rádio Aldeia.

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Em 2006, de volta ao Rio de Janeiro, retoma suas atividades no Paço Imperial. Ao todo, realiza mais de 40 oficinas para contadores de histórias. Ainda nesse ano, recebeu a Medalha da Ordem do Mérito do Livro, conferida pela Biblioteca Nacional.

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De maio a outubro de 2010, é nomeado secretário municipal, quando implanta a primeira secretaria municipal dedicada à leitura no país, a Secretaria de Promoção da Leitura de Nova Friburgo (RJ).

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Em 27 de abril de 2011, é empossado membro imortal da Academia Acreana de Letras.

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Em 2013, recebeu a Medalha da Ordem do Mérito Cultural Acreano.

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Aposentado de suas atividades como gestor público, passa a se dedicar à contação de histórias, especialmente a um repertório voltado para os contos populares brasileiros.

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As pipas sempre estiveram presentes em sua vida desde a infância. Confeccionava com diferentes materiais, sendo lã, retalhos, rendas, fitas, botões e cadarços seus materiais favoritos. Às vezes, criava uma história para cada uma delas.

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Suas histórias e suas pipas podem ser encontradas em alguns de seus trabalhos, publicados em artigos de periódicos e apresentados em exposições.

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Seus livros publicados procuram dar conta das muitas histórias vividas e escutadas pelo Brasil afora:

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  • Guardados do coração: memorial para contadores de histórias
    (Amais, 1998; Ilustrações: Fábio Gonçalves)

     

  • Grávidas histórias: memorial de notícias de mulheres do Brasil
    (Amais, 1998)
     

  • Lembranças amorosas
    (Global Editora, 2000; Ilustrações: Mauricio Negro e César Landucci)
     

  • Difícil passagem
    (Santa Clara, 2003; Fotos: Márcia Vieira)
     

  • Dona Baratinha e outras histórias
    (Rocco, 2006; Ilustrações: Martha Werneck)

     

  • Ler e contar, contar e ler: caderno de histórias
    (
    Letra Capital, 2008; Ilustrações: Raquel da Camara)
     

  • Guardados do Coração: avô + avó = a voz
    (Semente Editorial, 2018, 2 ed. rev. ampl.; Ilustrações: Larissa Kouzmin-Korovaeff)

     

  • Travessia: memorial de um contador de histórias
    (Semente Editorial, 2021; Ilustrações: Larissa Kouzmin-Korovaeff)
     

  • Os veinhos narradores
    (Fatum, 2022; Ilustrações: Iago Sartini)
    Obra contemplada com o Selo Cátedra 10 - Edição 2022

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Em 2012, Tânia Maria Machado de Oliveira, em seu Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização em Produção do Livro – do Autor ao Leitor, da Cátedra UNESCO de Leitura da PUC-Rio, escreveu a narrativa Entre rios, resgatando a história de vida de Gregório Filho por meio de diversos depoimentos.

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